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Mostrando postagens de outubro, 2008

TPM: here comes another one

Lenços de papel: R$1,49 Leite condensado (para o brigadeiro): R$3,39 Comédia romântica da locadora: R$5,00 O prazer de chorar ininterruptamente durante uma semana sem qualquer motivo aparente: não tem preço. Ou tem. As olheiras pós-noite do tipo descabelante-onde-percebo-que-ninguém-me-ama se disfarça com óculos escuros e corretivos. O mau-humor desgraçado não. O montinho na cabeceira da cama de lenços de papel usados - e enganam-se aqueles que acham que secamos lágrimas – jogamos no lixo. Aquele nó na garganta prestes a irromper em soluços coléricos cada vez que alguém nos dirige a palavra, não. Se é apenas sendo uma mulher que se pode compreender realmente o profundo significado do yin/yang não é para menos. Somente nós podemos entender a beleza e a desgraça do bem e do mal se complementando; a beleza e a desgraça que é estar de TPM. Beleza sim, afinal, Deus não poderia ser tão cruel e injusto (nem tão machista e sádico) nos castigando com a maldição do sangue sem que pudéssemos tira...

O dia em que me apaixonei pelo mistério

Ele era loiro, tinha olhos verdes e 19 anos. Quando o conheci, achei que apenas saberia seu nome, a cidade de onde vinha e quantas gurias já tinham conhecido seu quarto. Não mais que três palavras foram suficientes para que ele me encantasse. Não mais que três dias foram suficientes para que eu percebesse que qualquer tipo de relação com ele seria difícil. Ou, pelo menos, não-tão-fácil. Jeito de quem fala à vontade e está sempre bem. Te olha mesmo e te deixa sem jeito, te toca e te deixa com medo, mas te deixa sempre pedindo por mais. Achei que nunca saberia dos seus sonhos, das suas vontades, das coisas que passam pela sua cabeça. Achei que nunca saberia e de fato, não me enganei. Se hoje sei quando está triste, se hoje entendo quando quer mais, ou quando quer menos é porque sinto. É porque – pelo bem, alívio e salvação geral das mulheres deste mundo – existe uma coisa chamada intuição. Intuição daquelas que só se adquire depois de um longo período de tentativa e erro. Depois de um lo...

Queria chegar e ser

Das vozes que escutava, nenhuma podia entender. Das vozes que escutava inevitavelmente se perdia. E ia, longe, distante, em passos curtos e ansiosos. Queria chegar, chegar e abraçar. Chegar e reconhecer: este é o meu lugar! Os passos. Cada vez mais lentos. Cada vez mais apenas passos. Que não chegavam. Das vozes que escutava, ouvia apenas uma. Das vozes que se perdia, sentia apenas por não ser aquela outra. Queria chegar, chegar e beijar. Dizer: eu sabia que você existia! Os passos. Cada vez mais sozinhos. Cada vez mais perdidos. Sabia que devia perguntar, sabia que devia parar e pensar. Mas os passos... Sabia que, se caso parasse, se caso hesitasse apenas por um momento, eles cessariam. Cansados, não mais procurariam. Das vozes que ainda escutava, acreditava em apenas uma. Das vozes que ainda escutava, sorria apenas por não mais que duas. Mas já não ia mais tão longe. Os passos, cansados, se retraíam, se acovardavam. Por mais que quisesse chegar, chegar e acarinhar, o cansaço prevalec...

Shuffle

Só faz sentido quando se sente. Só se faz ouvir quando de ouvidos. Só se faz enxergar quando de coração. Dizer palavras pra fora, Escrever palavras por dentro. Sentir-se sozinho no mundo concreto, Cheio de risos naquele outro. Tão rosa, tão verde, tão roxo, tão cor! Só faz sentido quando se vê. Só faz sentido quando se quer. Só faz sentido quando se é cor. Dizer palavras no vento, Escrever palavras de tudo. Querer dizer (Futari...) Vontade de ser (Kimochi!) Não poder! Só faz sentido quando se é. Só faz sentido quando sou eu. Dizer palavras que voam. Escrever palavras que não são. Só faz sentido quando se é. Só faz sentido quando sou eu. Honto ni Honto ni arigatou... (Ano hoshi...) . .