Tão difícil. Sempre é. Controlar, segurar, supervisionar. Cada vontade, cada desejo. Não, ela não consegue. E é insuportável toda aquela ânsia por qualquer coisa que a segure quando ela diz que não se importa. Ou quando diz que se importa. Tanto faz. Sempre fez. Quando Helena quer, ela consegue. É o que dizem. Helena. “Por que diabos esse nome?” Helena de Tróia deve detestar o fato de ter seu nome posto em mulheres que não o mereçam. Ou que o desonrem. É o que minha Helena pensa. Engana-se. Ela o merece, muito mais que as outras. Só que ainda não sabe. Enfim. Quando as vontades de Helena são descobertas, é como se a descobrissem. Por isso ela as esconde. Mas invariavelmente, tudo o que ela tenta esconder acaba por se fazer descoberto no momento mais inoportuno. Ou talvez até seja oportuno, mas não para ela. Só para os outros. Os outros. O que Helena quer com os outros? Nada. Nunca quis. O que ela quer nada tem a ver com os outros. Ou são os outros que nada tem a ver com o que ela quer....
Imaginar é possível.