Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2008

“I cannot tame the hunger in me…”

Tão difícil. Sempre é. Controlar, segurar, supervisionar. Cada vontade, cada desejo. Não, ela não consegue. E é insuportável toda aquela ânsia por qualquer coisa que a segure quando ela diz que não se importa. Ou quando diz que se importa. Tanto faz. Sempre fez. Quando Helena quer, ela consegue. É o que dizem. Helena. “Por que diabos esse nome?” Helena de Tróia deve detestar o fato de ter seu nome posto em mulheres que não o mereçam. Ou que o desonrem. É o que minha Helena pensa. Engana-se. Ela o merece, muito mais que as outras. Só que ainda não sabe. Enfim. Quando as vontades de Helena são descobertas, é como se a descobrissem. Por isso ela as esconde. Mas invariavelmente, tudo o que ela tenta esconder acaba por se fazer descoberto no momento mais inoportuno. Ou talvez até seja oportuno, mas não para ela. Só para os outros. Os outros. O que Helena quer com os outros? Nada. Nunca quis. O que ela quer nada tem a ver com os outros. Ou são os outros que nada tem a ver com o que ela quer....

Tomei um dorflex e fui

Tomei um dorflex e fui. Assim mesmo. Nessa ordem. O plano inicial era não ir. Aí vem um “sua cu doce” aqui, outro “não te chamo mais” ali. Como eu poderia dizer não? Claro, fosse o programa chato, não iria. Fossem as pessoas erradas, muito menos. Mas não vai ser assim, então eu vou. Me dá 5 minutos. Mas e a cara de sono? Passa um lápis. E o cabelo amassado? Prende. E a dor no corpo? Essa fica. Porque dói mesmo. Tudo. Cada pedaço. Mas o que se pode fazer? Avisados, todos somos. Desde o início. E no fundo, a gente sabe, mas prefere acreditar. Dói, é verdade, mas pouco, ou nem sempre. E enquanto não dói, a gente ri. E sorri. E quer andar, comprar um beijo, um “eu te adoro”, um “muito obrigada”. Mas quando dói, é assim, dolorido. Quando dói, desanima, cansa, chateia, faz mal. E por que dói? Por que eu andei. Andei, procurei, mas não achei. Andei, de novo, procurei, não achei. Cansei. Andei mais, procurei mais, achei, e voltei. Feliz. Com uma água na mão. E aí, começou a doer. Não quis acre...