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Mostrando postagens de setembro, 2008

Por que não comigo?

Por que com o sol, e com a lua, mas não comigo? Por que com quem vê e não enxerga, com quem ouve e não escuta, com quem não conversa e não sorri? Por que com quem não entende de abraços, com quem não sabe o que é fingir, com quem não conhece ou não se importa? E por que isso e não comigo? Por que com quem não agradece, com quem não diz bom dia, com quem que não quer nada disso? Por que com todos e não comigo? Por que com quem não faz diferença, com quem não dá valor, por que com eles e não com os que não têm culpa? Por que com aqueles que dizem que não vale à pena, que isso não existe, que com eles não? Por que com quem não quer e não comigo? Por que?

À idéia

Nas mãos, uma caneta. Nos pensamentos, nada. É sempre assim. A idéia, que de um mundo distante e abstrato veio migrar para um mundo mais vago e misterioso, a idéia, ela continua lá, pulsando, correndo, batendo e pulsando. Ela não desiste. Apenas hesita. Enquanto idéia, nada lhe pode acontecer. Nada lhe pode ferir. Enquanto ela é apenas idéia, tudo é possível, tudo soa perfeito. Mas apenas como uma idéia. Quando a mão tenta intervir, quando o pensamento ordena que a idéia se concretize, tudo então desmorona. Tudo escorre e se perde por entre os espaços sinápticos daquele mundo vago e misterioso. Afinal, não se diz para uma idéia "aconteça!" Não se pede para uma idéia que ela desça de seu lugar e que vá, rápida e clara, para as mãos de quem por ela está sempre à espera. Não. Não se trata uma idéia dessa maneira. É preciso que lhe provem, que provem à idéia, de que o tempo aqui fora está bom. É preciso dar segurança à idéia, dizer-lhe que aqui fora será mais bela e perfeita do q...