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Mostrando postagens de abril, 2009

Foi naquele dia

E foi naquele dia que eu me dei conta do passar dos anos. Quando a gente é criança, precisa ser protegido. Minha mãe, claro, assumiu essa responsabilidade não assim por obrigação, mas por amor. Amor de mãe que só quer nosso bem. Um dia, eu inventei que queria fazer aulas de dança. Ela disse que tudo bem. Eu tinha oito anos e o colégio era longe, minha mãe teria que me levar. A gente ia de ônibus. Pra me ajudar a embarcar, minha mãe segurava minha mão, me puxava para sua frente e me fazia subir os degraus. Era sempre assim, toda vez que a gente andava de ônibus: eu ia na frente, e ela ia atrás. Pura proteção. E tinha também os momentos em que a gente andava a pé. Como toda criança, eu me distraía por qualquer coisa que chamasse a atenção. Aí, eu ia ficando para trás. Minha mãe, sempre atenta ao que poderia acontecer, logo me chamava e me pedia pra andar na sua frente "assim eu posso te ver". Era sempre assim, toda vez que a gente andava a pé: eu ia na frente, e ela ia atrás. S...