I O processo de revisitar é muito engraçado. Você revisita um passado Uma memória Uma lembrança errada, um erro Revisita a história Mas não revisita um amor. Esse, jamais. Por que o que seria um amor revisitado? Um amor de novo? Novamente? Duplicado ou como quem pede bis? Repetição, repetindo: amor x amor = amor ao quadrado. Não. O amor nunca é revisitado. Mal das vezes é desassimilado na origem (da memória) e reassimilado com alegria ou tristeza - isso depende de quem revisita, depende do seu humor, depende das condições do tempo de determinado dia. Sim, a revisitância é variada, pois permite que eu adultere os elementos originários e primários do espécime em revisitação. Estado: revisitado. II E é assim que se perdem as cores. Assim que se perdem os cheiros - os primeiros da memória, de um amor passado. Passado, embora não passageiro, porque o banco do carona nunca esteve livre (de verdade, sabe?). Foi assim que se perderam...
Imaginar é possível.