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Mostrando postagens de agosto, 2011

A diferença entre uma latinha e o nada

Foram duas latinhas aquela noite. Duas cans geladas e gotejantes do mais puro sabor holandês. Um gole vinha e descia, devagar e intenso, preenchendo cada célula disponível de água, cevada e torpor. Simples prazer. Um gole seguido do outro e, de repente, o ambiente que já era bastante bom tornou-se um dos lugares mais interessantes do planeta. Digno de êxtase, diria. Um êxtase que há muito não se sentia. Entre os goles cheios e as risadas, os olhares teimavam por escapar dos rostos amigos falantes. Não, eles não conseguiam deixar de olhar, olhar e marcar profundamente na memória (coração?) aqueles cabelos compridos. Era muito mais que o cabelo. O mais rápido relance da história dos amores à primeira vista (exagero) desencadeou aquela enxurrada de pensamentos, sentimentos, atrevimentos (ainda que não passassem de meros desejos de uma mente tomada pelo encantamento). O nariz era delicado, o rosto meio moleque, o cabelo liso da cor da terra. Terra que pareceu estremecer quando seus om...