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Mostrando postagens de 2021

A complexidade das coisas simples

Se tem algo que é duro e denso e pesado como chumbo é a complexidade das coisas simples - e Kundera já cantara essa bola antes. Ou quase. A diferença é que enquanto uma coisa é pesada ou leve, há um espaço tridimensional que está mais amplo, menos denso, volátil, ao ponto de escapar pelos dedos quando leve, e o inverso quando pesado. Porém, ainda se trata de tangibilidade, de conseguir pegar com a mão, ou não. Mas quando a coisa é simples, significa, em primeiro lugar, que ela existe, ela está dada - tem três dimensões mensuráveis possíveis de serem captadas com os cinco sentidos.  Em segundo, significa que todas as suas partes, premissas, personagens envolvidos na trama - geralmente as do coração -, seguem um roteiro de ações coerente, ação e reação, causa e consequência, isso porque aquilo. Os fatos, manifestados em atitudes, decisões, comportamentos, no mundo externo, no mundo real, são translucidamente simples, modestos, até pequenos ou proporcionais aos outros atos, fatos, ati...

Bittersweet

 A paixão, o calor, o fogo, tava todo aqui. Como uma dança roubada, eu achava que você tinha roubado o brilho dos meus olhos para si.  Nunca. O brilho é reflexo, sim, mas é também imanente, incandescente, que se acende quando a lâmpada é tocada por dentro, Aladdin. E a paixão, o calor, o fogo do amor,  isso tudo tava tudo sempre aqui. É ele que me aquece, que me amolece, que respira junto comigo, desde o mais leve suspiro até o soluço sem ar, de quem se recupera de um choro. Porque houve choro. Houve dor, houve medo de perder o brilho, esse brilho, de uma dança que nunca foi roubada porque ela sempre esteve aqui. Ela sou eu. O amor sou eu. E ninguém me rouba de mim.  (E é por isso que eu sempre posso dividi-lo, com você, quando quiser) *Para ler ouvindo Milky Chance - Stolen Dance