Tomei um dorflex e fui.
Assim mesmo. Nessa ordem.
O plano inicial era não ir. Aí vem um “sua cu doce” aqui, outro “não te chamo mais” ali. Como eu poderia dizer não? Claro, fosse o programa chato, não iria. Fossem as pessoas erradas, muito menos. Mas não vai ser assim, então eu vou. Me dá 5 minutos.
Mas e a cara de sono? Passa um lápis.
E o cabelo amassado? Prende.
E a dor no corpo?
Essa fica. Porque dói mesmo. Tudo. Cada pedaço. Mas o que se pode fazer? Avisados, todos somos. Desde o início. E no fundo, a gente sabe, mas prefere acreditar. Dói, é verdade, mas pouco, ou nem sempre. E enquanto não dói, a gente ri. E sorri. E quer andar, comprar um beijo, um “eu te adoro”, um “muito obrigada”.
Mas quando dói, é assim, dolorido. Quando dói, desanima, cansa, chateia, faz mal.
E por que dói?
Por que eu andei. Andei, procurei, mas não achei. Andei, de novo, procurei, não achei. Cansei. Andei mais, procurei mais, achei, e voltei. Feliz. Com uma água na mão.
E aí, começou a doer. Não quis acreditar, “não vai ser assim”. Ignorei.
E doeu.
(Calma, já vou, mais 5 minutos)
Então, quando as possibilidades pareceram bem melhores do que antes, quando a idéia de ir somou-se à idéia daquilo que viria de graça e tudo ficou perfeitamente claro, pedi 5 minutos.
Tomei um dorflex e fui.
Assim mesmo. Fora de ordem.
Em homenagem à Fernanda Burigo.
Sem ela, esse texto não seria possível.
beijomeliga!
Assim mesmo. Nessa ordem.
O plano inicial era não ir. Aí vem um “sua cu doce” aqui, outro “não te chamo mais” ali. Como eu poderia dizer não? Claro, fosse o programa chato, não iria. Fossem as pessoas erradas, muito menos. Mas não vai ser assim, então eu vou. Me dá 5 minutos.
Mas e a cara de sono? Passa um lápis.
E o cabelo amassado? Prende.
E a dor no corpo?
Essa fica. Porque dói mesmo. Tudo. Cada pedaço. Mas o que se pode fazer? Avisados, todos somos. Desde o início. E no fundo, a gente sabe, mas prefere acreditar. Dói, é verdade, mas pouco, ou nem sempre. E enquanto não dói, a gente ri. E sorri. E quer andar, comprar um beijo, um “eu te adoro”, um “muito obrigada”.
Mas quando dói, é assim, dolorido. Quando dói, desanima, cansa, chateia, faz mal.
E por que dói?
Por que eu andei. Andei, procurei, mas não achei. Andei, de novo, procurei, não achei. Cansei. Andei mais, procurei mais, achei, e voltei. Feliz. Com uma água na mão.
E aí, começou a doer. Não quis acreditar, “não vai ser assim”. Ignorei.
E doeu.
(Calma, já vou, mais 5 minutos)
Então, quando as possibilidades pareceram bem melhores do que antes, quando a idéia de ir somou-se à idéia daquilo que viria de graça e tudo ficou perfeitamente claro, pedi 5 minutos.
Tomei um dorflex e fui.
Assim mesmo. Fora de ordem.
Em homenagem à Fernanda Burigo.
Sem ela, esse texto não seria possível.
beijomeliga!
Comentários