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TPM: here comes another one

Lenços de papel: R$1,49
Leite condensado (para o brigadeiro): R$3,39
Comédia romântica da locadora: R$5,00
O prazer de chorar ininterruptamente durante uma semana sem qualquer motivo aparente: não tem preço.

Ou tem.
As olheiras pós-noite do tipo descabelante-onde-percebo-que-ninguém-me-ama se disfarça com óculos escuros e corretivos. O mau-humor desgraçado não. O montinho na cabeceira da cama de lenços de papel usados - e enganam-se aqueles que acham que secamos lágrimas – jogamos no lixo. Aquele nó na garganta prestes a irromper em soluços coléricos cada vez que alguém nos dirige a palavra, não.

Se é apenas sendo uma mulher que se pode compreender realmente o profundo significado do yin/yang não é para menos. Somente nós podemos entender a beleza e a desgraça do bem e do mal se complementando; a beleza e a desgraça que é estar de TPM. Beleza sim, afinal, Deus não poderia ser tão cruel e injusto (nem tão machista e sádico) nos castigando com a maldição do sangue sem que pudéssemos tirar algo de bom da situação (pensamento positivo sempre, amiga!). Não, ele não poderia. A beleza de toda essa meleca está numa palavra que soa como perversa, mas que esconde, atrás da sua cara feia, um prazer inigualável: oportunismo.

Mas não temam. A princípio, não pegamos pesado. A princípio. Acontece que durante uma semana nos sentimos no direito de cobrar aquilo pelo qual nos sentimos no direito de cobrar. Simples. Mais carinho, mais atenção, mais mimo, mais como-você-está-linda-hoje (melhor seria como-você-é-sempre-linda-quando-acorda, mas tudo bem). De fato, nós merecemos sempre um tratamento diferenciado. Mas trabalhos de faculdade, dias exaustivos no escritório, 3 a 0 pro outro time – sendo que o terceiro gol estava impedido e não foi anulado -, enfim, todos esses contratempos nos ajudam (obrigam) a entender que nem sempre vamos ganhar aquela massagem nos pés.

E é aí que entra em cena a nossa cena. De TPM, você pode cobrar por uma mensagem não respondida imediatamente, reclamar por um tchau apressado sem maiores emoções, chorar por ele se preocupar mais com o Robinho do que com o seu dia, fazer chantagens emocionais, tudo isso sem nenhum peso na consciência e o melhor: com prazer extra! Porque você sabe, ele vai entender. Ou pelo menos, se não entender, vai desconsiderar todo o aborrecimento - que começou a surgir logo depois daquele você-nunca-me-liga -, e vai preferir aceitar: tudo bem, ela está de TPM.

Mas, como bem dito anteriormente, além da beleza, a TPM é fonte de desgraça. Passageira, mas ainda assim, uma desgraça. Nada pior do que olhar-se no espelho e não reconhecer aquele ser gordo (dá-lhe brigadeiro) e feio de cabelo opaco. Nada mais chato do que irritar-se com um sincero bom dia, nada mais triste do que não ver alegria em nada. De tristeza ninguém gosta, e irritar-se faz mal pra pele.

Academia: R$70
Presentinhos de desculpa para aquele anjo compreensivo: R$10 (mas é de coração)
Presentinhos para você mesma (afinal, merecemos): R$100 (dá pra parcelar?)
O prazer de se ver livre de todo mau-humor, lamentos e baixíssima auto-estima: Infelizmente, teve um preço. Mas como é bom estar de volta.
.
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Comentários

César Soto disse…
a verdadeira alegria de estar na TPM é só uma: a certeza de não estar prenhe!
isso serve para ambos os sexos. =D
V L O disse…
uaiiahuahhauia... é, tens razão.
Jesiah disse…
OIII Vê.

Não sei para quem é pior a TPM para vocês ou para quem convive diariamente.

Gostei do texto

Beijao vê.
Anônimo disse…
Oi, Verônica.
É bem estranho falar contigo por aqui. Não sei se tu vais lembrar, mas falava comigo por ICQ tempos atrás. Não sei qual nick eu usava...
Sou de Porto Alegre. Talvez a gente tenha se conhecido no chat da atlântida.
Tá, eu não uso mais nenhum desses modos de comunicação.
Tenho boa memória. Lembro do teu nome completo e que mora em Jaraguá/SC. Lembrei de ti por causa de uma matéria falando das chuvas aí em Santa. Falaram de Jaraguá...
A gente conversava porque gostávamos de Guns n' Roses.
Só queria saber como está. O teu orkut, assim como o meu, é bloqueado para "estranhos".
Buenas, boa sorte. Bom "falar" contigo.

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