Johnny era assim: livre. Johnny gostava de motos, de uísque e de cigarros. Ele era assim: adorava ser livre. Johnny tinha jaqueta de couro, tatuagem de cobra e um sorriso mau, deliciosamente mau. Ele usava botas, um lenço pendurado no cinto. Johnny era assim: estava sempre de cinto. Johnny tinha uma garota. Jane. Jane era assim: linda. Johnny gostava de Jane, gostava do cheiro de Jane, gostava das pernas de Jane. Jane era assim: quente.
Um dia, Johnny acordou se sentindo estranho. Deliciosamente estranho. Beijou a nuca suave de Jane, passou a mão por sua cintura e levantou-se. No banheiro, Johnny olhou-se no espelho demoradamente, profundamente, viu-se inteiramente. Inteiramente livre. Johnny acordou Jane e disse: gata, eu tenho que ir. Jane não entendeu. “Eu preciso ir embora”. “Então vá”, disse Jane, “mas quando voltar me traga umas flores”.
E Johnny saiu.
Jane passou o dia esperando Johnny. E a noite. E o dia seguinte. E os próximos dias seguintes. Jane não entendeu. Jane gostava de Johnny. Jane chorou. Jane dormiu.
Johnny seguia a estrada, até onde a estrada fosse. Johnny gostava do vento, gostava da estrada, gostava de velocidade. Johnny era assim: amante da liberdade. Johnny conheceu Jack. Jack também gostava de motos. Juntos, Johnny e Jack conheceram o estado, marcaram cidades, amaram garotas. Juntos, eles eram assim: irresistíveis.
Johnny queria saber se Jack também havia deixado alguém. Jack disse que não, que nunca sequer tivera alguém para deixar. Johnny não entendeu. “Nunca amei alguma garota, não sei o que é amar”. Johnny disse que era incrível. Johnny sentiu saudades de Jane. Jack quis saber por que Johnny a havia deixado. Johnny disse que precisava conhecer o mundo, precisava do vento, da estrada, precisava ser livre. Jack não entendeu. “Eu queria viver intensamente.”
Jack passou a noite pensando nas palavras de Johnny. Sentiu inveja do amor de Johnny, sentiu pena de Jane, sentiu-se só. Jack era assim: um solitário. Antes de partirem para a próxima cidade, Jack perguntou a Johnny o que Jane fez quando Johnny a deixou. “Ela não percebeu a verdade. Ela disse ‘quando voltar me traga umas flores’”.
Johnny e Jack saíram juntos. Moto e moto, vento e vento, mais estrada. Johnny sorria. Jack não entendia. Johnny desafiou Jack para uma corrida. Uma garrafa de uísque para o vencedor. Mas Jack não estava interessado. Jack queria saber por que Johnny havia deixado Jane se Johnny a amava. Johnny olhou para o céu, pensou e respondeu: eu não sei. Jack ficou olhando para Johnny. Johnny continuava a olhar o céu. Lembrou-se de Jane, do cheiro de Jane, das pernas de Jane.
Johnny olhou para Jack. O desafiou novamente para uma corrida, mas agora seriam duas garrafas de uísque para o vencedor. Mas Jack não estava interessado porque Jack sentiu que finalmente entendia Johnny e Jack finalmente descobriu o que é amar. Jack amava Jane. Johnny quis saber o que havia com Jack. Jack disse que precisava ir embora. Johnny não entendeu. “Eu tenho que ir.”
E Jack partiu.
Jane acordou se sentindo estranha. Deliciosamente estranha. Olhou-se no espelho demoradamente, profundamente, viu-se inteiramente. Inteiramente livre. Jane desceu as escadas, foi para a sala e na mesa de centro estavam as flores mais lindas que já havia visto. Johnny levantou-se do sofá e foi em direção à Jane. Jane chorou, Jane sorriu. Johnny a abraçou, a beijou, olhou-a nos olhos. Olhou demoradamente, profundamente, viu-se neles inteiramente. Inteiramente.
Johnny precisava sair para guardar a moto. Quando Johnny abriu a porta, quase caiu. Quase caiu ao tropeçar em duas garrafas de uísque.
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Um dia, Johnny acordou se sentindo estranho. Deliciosamente estranho. Beijou a nuca suave de Jane, passou a mão por sua cintura e levantou-se. No banheiro, Johnny olhou-se no espelho demoradamente, profundamente, viu-se inteiramente. Inteiramente livre. Johnny acordou Jane e disse: gata, eu tenho que ir. Jane não entendeu. “Eu preciso ir embora”. “Então vá”, disse Jane, “mas quando voltar me traga umas flores”.
E Johnny saiu.
Jane passou o dia esperando Johnny. E a noite. E o dia seguinte. E os próximos dias seguintes. Jane não entendeu. Jane gostava de Johnny. Jane chorou. Jane dormiu.
Johnny seguia a estrada, até onde a estrada fosse. Johnny gostava do vento, gostava da estrada, gostava de velocidade. Johnny era assim: amante da liberdade. Johnny conheceu Jack. Jack também gostava de motos. Juntos, Johnny e Jack conheceram o estado, marcaram cidades, amaram garotas. Juntos, eles eram assim: irresistíveis.
Johnny queria saber se Jack também havia deixado alguém. Jack disse que não, que nunca sequer tivera alguém para deixar. Johnny não entendeu. “Nunca amei alguma garota, não sei o que é amar”. Johnny disse que era incrível. Johnny sentiu saudades de Jane. Jack quis saber por que Johnny a havia deixado. Johnny disse que precisava conhecer o mundo, precisava do vento, da estrada, precisava ser livre. Jack não entendeu. “Eu queria viver intensamente.”
Jack passou a noite pensando nas palavras de Johnny. Sentiu inveja do amor de Johnny, sentiu pena de Jane, sentiu-se só. Jack era assim: um solitário. Antes de partirem para a próxima cidade, Jack perguntou a Johnny o que Jane fez quando Johnny a deixou. “Ela não percebeu a verdade. Ela disse ‘quando voltar me traga umas flores’”.
Johnny e Jack saíram juntos. Moto e moto, vento e vento, mais estrada. Johnny sorria. Jack não entendia. Johnny desafiou Jack para uma corrida. Uma garrafa de uísque para o vencedor. Mas Jack não estava interessado. Jack queria saber por que Johnny havia deixado Jane se Johnny a amava. Johnny olhou para o céu, pensou e respondeu: eu não sei. Jack ficou olhando para Johnny. Johnny continuava a olhar o céu. Lembrou-se de Jane, do cheiro de Jane, das pernas de Jane.
Johnny olhou para Jack. O desafiou novamente para uma corrida, mas agora seriam duas garrafas de uísque para o vencedor. Mas Jack não estava interessado porque Jack sentiu que finalmente entendia Johnny e Jack finalmente descobriu o que é amar. Jack amava Jane. Johnny quis saber o que havia com Jack. Jack disse que precisava ir embora. Johnny não entendeu. “Eu tenho que ir.”
E Jack partiu.
Jane acordou se sentindo estranha. Deliciosamente estranha. Olhou-se no espelho demoradamente, profundamente, viu-se inteiramente. Inteiramente livre. Jane desceu as escadas, foi para a sala e na mesa de centro estavam as flores mais lindas que já havia visto. Johnny levantou-se do sofá e foi em direção à Jane. Jane chorou, Jane sorriu. Johnny a abraçou, a beijou, olhou-a nos olhos. Olhou demoradamente, profundamente, viu-se neles inteiramente. Inteiramente.
Johnny precisava sair para guardar a moto. Quando Johnny abriu a porta, quase caiu. Quase caiu ao tropeçar em duas garrafas de uísque.
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HOMENS BURROS.