[Tudo eram só imagens.
Me afogo em todas elas]
De tantas imagens a lhe habitar a mente, não conseguia entrever o real no meio do caos imaginário.
Ah sim, as imagens não eram reais - tudo fantasia.
Por sentir demais, por sentir de menos
Colocava-se a todo instante para fora do mundo orgânico, material
Para o além-ar, falso éter: o mundo de mentirinha.
Nesse mundo, o espectro era tudo o que havia
Espectro de luz
Espectro de sombra
Espectro de mim
Espectro de ti
E como odiava o espectro, as imagens: o mundo de mentirinha.
Porque se espectro era tudo o que havia, então naquele mundo nada mais existia,
além de si mesma.
Si mesma, sozinha, a criar um milhão e oitocentos e noventa e nove mil imagens minuto a minuto, segundos após segundos, o tempo todo, a cada hora
No mundo do espectro não há companhia, não há afeto, não há amor
Só imagens, de espectros
Que não enchem a barriga.
Mas ao menos a solidão era colorida.
Me afogo em todas elas]
De tantas imagens a lhe habitar a mente, não conseguia entrever o real no meio do caos imaginário.
Ah sim, as imagens não eram reais - tudo fantasia.
Por sentir demais, por sentir de menos
Colocava-se a todo instante para fora do mundo orgânico, material
Para o além-ar, falso éter: o mundo de mentirinha.
Nesse mundo, o espectro era tudo o que havia
Espectro de luz
Espectro de sombra
Espectro de mim
Espectro de ti
E como odiava o espectro, as imagens: o mundo de mentirinha.
Porque se espectro era tudo o que havia, então naquele mundo nada mais existia,
além de si mesma.
Si mesma, sozinha, a criar um milhão e oitocentos e noventa e nove mil imagens minuto a minuto, segundos após segundos, o tempo todo, a cada hora
No mundo do espectro não há companhia, não há afeto, não há amor
Só imagens, de espectros
Que não enchem a barriga.
Mas ao menos a solidão era colorida.
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