Pular para o conteúdo principal

Amor...

daqueles que doem, daqueles que amam.
daquele que chora, daquele que diz que quer.
daquele que não liga, daquele que diz que é pra sempre.
amor...
daquele que odeia, daquele que sente, daquele que por toda vida o faria pleno.
daqueles que apodrecem, daqueles que sorriem, daqueles que nos fazem querer voar...
e não voltar.
daquele que some quando a gente chama,
daquele que perdoa quando a gente erra.
amor que ama sem parar,
amor que espera até dormir.
amor que não espera, amor que nunca muda,
amor que muda toda hora.
amor que vai e volta,
amor que volta e não é mais
amor...
de quem ama,
de quem é amado.
amor...
de sempre, pra sempre.
amor que nunca foi,
amor que nunca quis ser, mas era.
amor...
daqueles que não enxergam,

daqueles que não sentem
amor...
daquele que despedaça,
daquele que nunca mais se esquece,
daquele que eu queria esquecer pra sempre.
amor...
que eu amei.
que todo mundo amou,
e pra quem todo mundo quer voltar.
amor...
que não volta mais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Exercícios de escrita - Infelicidade comum

A mesa era firme, isso não era possível negar. A madeira não era um compensado, mas também não era rústica. Não que eu entenda de madeira, mas com certeza não era um pedaço de madeira retirado diretamente de sua árvore, houve um processo ali. A madeira foi colhida, cortada, cortada e cortada mais uma vez, depois colada, possivelmente, em cima de outro pedaço de madeira. Talvez seja um compensado. Não que eu entenda de compensado. O fato é que a madeira era boa e a mesa, firme. Era firme. E por que isso é tão importante? Porque toda a sua vida havia sido posta sobre ela. Era a mesa, um monitor e um notebook. Tudo isso era só isso, e vice-versa.  Naquela mesa, por horas, ela ficaria debruçada. Sentada, é claro, em uma cadeira feita da mesma madeira firme não rústica da mesa. Era um conjunto: a mesa, dobrável, a cadeira, dobrável. Pertenceram a um local muito especial para ela.  E por isso, por ali, ficaria horas e horas debruçada, nem se importando com a falta de encosto inteiri...

A complexidade das coisas simples

Se tem algo que é duro e denso e pesado como chumbo é a complexidade das coisas simples - e Kundera já cantara essa bola antes. Ou quase. A diferença é que enquanto uma coisa é pesada ou leve, há um espaço tridimensional que está mais amplo, menos denso, volátil, ao ponto de escapar pelos dedos quando leve, e o inverso quando pesado. Porém, ainda se trata de tangibilidade, de conseguir pegar com a mão, ou não. Mas quando a coisa é simples, significa, em primeiro lugar, que ela existe, ela está dada - tem três dimensões mensuráveis possíveis de serem captadas com os cinco sentidos.  Em segundo, significa que todas as suas partes, premissas, personagens envolvidos na trama - geralmente as do coração -, seguem um roteiro de ações coerente, ação e reação, causa e consequência, isso porque aquilo. Os fatos, manifestados em atitudes, decisões, comportamentos, no mundo externo, no mundo real, são translucidamente simples, modestos, até pequenos ou proporcionais aos outros atos, fatos, ati...

De levezinho

Talvez eu fale sobre isso Talvez Talvez é de você que eu preciso Não de você Mas de mim Da minha alegria, do meu sorriso, do que eu conto e tu acha graça Engraçado O quanto eu te gosto pelo que eu posso Pelo que eu posso te dar, te fazer Te fazer Sentir Sentir é tudo o que eu faço Sentir a mim quando estou com você É disso que eu gosto É isso que eu quero É tão errado assim? O meu melhor no teu pior Mas só enquanto não doer Só enquanto eu não chorar, sem sofrer Só quero amar, de levezinho Me faz caber? No bolso, na sacola Mas eu queria a prateleira inteira Só pra ser minha E de mais ninguém Mas é só capricho, porque eu não quero ficar Não, eu não quero ficar Eu quero ir, eu quero soul Sou livre Pra amar e o amor voltar Pra mim Como duas pessoas que se gostam Na mesma intensidade Reciprocidade.