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Disponível, mas tô sussa.

Objetividade. Acredito que tudo nessa vida deveria ter como principal valor a objetividade. Pois bem, então sejamos diretos. As pessoas - indivíduos complexos, peculiares, e absurdamente esquisitos – possuem necessidades, desejos e vontades que precisam ser saciados; sonhos que precisam ser realizados, se não em sua totalidade, pelo menos uma boa parte. Do contrário, nos tornamos pessoas amargas, frustradas, de saco cheio dessa vida de merda.

Então por que complicar mais e mais nosso trilhar por este mundo, tão grande e tão só, com suposições? Ou com hipóteses abstratas que não fazem mais do que refletir nossa insegurança, nos tornando seres escravos dos "e se's" tão humanos?

Sejamos diretos. Pessoas querem. Querem querer. Querem o que podem e não podem ter. Quanto ao que não podemos ter, tenho minhas dúvidas – talvez não queiramos tanto assim – mas ao que podemos ter e queremos, quanto a isso, eu diria: Tenha. E pronto. Como? Objetividade.

Se nós humanos, serezinhos cheios de manias e frescuras, fôssemos diretos, pessoas não estariam sozinhas, pessoas não seriam enganadas, pessoas conseguiriam dormir, conseguiriam até existir tranquilamente sem ter que quebrar a cabeça com achismos. Darei um exemplo que constantemente me vem à cabeça e tenho certeza (ou fé) de que não é só à minha cabeça que ele vem torturar. Bem naqueles momentos mais inoportunos quando queremos prestar atenção em algo verdadeiramente importante, um tabu – para mim, pelo menos – surge de repente: As relações humanas.

Foi numa dessas noites, conversando com uma amiga (oi manu!) sobre esse tema tão cansativo e necessário, que ela teve a brilhante idéia das plaquinhas:
Manu says:
Sim! Tu vai dormir e pensa “caramba, tô me sentindo sozinha e aposto que tem mil caras no mundo se sentindo assim também”. Não faz sentido, alguém tem que fazer algo!
I say:
uahuhaua né? Precisamos juntar essas pessoas.
Manu says:
Sim! Acho que a gente devia andar com placas. “Disponível, mas tô sussa”, “namorando”, “disponível e desesperada”.
Manu says:
Daí as pessoas paravam pra conversar. “Oi, vi que tu ta disponível e desesperada, eu também!”
Manu says:
Bem melhor que agência de encontros e o caralho a quatro.

Achei a idéia simplesmente objetiva, direta. Simplesmente perfeita. Se escrevêssemos nossas vontades numa placa, tudo seria mais fácil, a vida seria mais prática. O mundo seria um gigantesco classificado, unindo pessoas com interesses em comum de forma produtiva. Sem enganação, nem dor de cabeça, sem horas de sono perdidas.
A propósito, minha placa: “Disponível, mas sem pressa”.
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