Big brown eyes.
- Ai, mas por que você tá escrevendo em inglês?
- Não interessa.
Big brown eyes. Se ela tinha alguma dificuldade - e como tinha - em descrever, ou mesmo contornar uma ligeira e sutil e efêmera silhueta que pudesse, ainda que muito pouco, descrever, afinal, uma personalidade - identidade? -, esta era uma frase - expressão - que parecia servir muito bem a esse propósito.
Se ela era algo, esse algo era um grande par de olhos castanhos. Bem grandes, grandinhos, redondos na medida certa, na medida entre o suave e o acolhedor, mas com lampejos de fúria, luxúria, paixão e dor. Grandes olhos, cílios retos, retos como sua moral, por vezes aprisionadora - duas correntes prendendo-la pelos pulsos (um pulso já marcado pela intensidade da sua alma, pulsante como o branco das cicatrizes paralelamente paralelas).
Big brown eyes. Escuros, mas não tanto, nem toda dor ou sombra desse mundo poderia lhe apagar totalmente a claridade e luminosidade que brilhavam cintilantes quando os dois globos oculares miravam o sol. O sol era tudo. Pois ainda que ninguém conseguisse ultrapassar a grande barreira que havia entre seus olhos - seu mundo interno - e o mundo todo lá fora - que bela fantasia -, ainda assim, de vez em quando, um pequeno raiozinho de sol conseguia entrar, e quando entrava, ahhh, iluminava tudo, iluminava tanto que a escuridão castanha dava espaço, então, ao marrom mais mel que poderia haver.
E era lindo, o mel.
Big, big, big brown eyes. Intensos, a tudo olhavam - e sentiam - com intensidade. Se há alguém, ou algo, que poderia enxergar todas as matizes das emoções humanas, esse alguém, ou algo, eram esses olhos. Dois olhinhos, poderiam dizer, mas não. Grandes e perversos olhos. Mas apenas olhos, não uma história, não uma vida inteira, apenas uma parte. E que bela parte.
- Ai, mas por que você tá escrevendo em inglês?
- Não interessa.
Big brown eyes. Se ela tinha alguma dificuldade - e como tinha - em descrever, ou mesmo contornar uma ligeira e sutil e efêmera silhueta que pudesse, ainda que muito pouco, descrever, afinal, uma personalidade - identidade? -, esta era uma frase - expressão - que parecia servir muito bem a esse propósito.
Se ela era algo, esse algo era um grande par de olhos castanhos. Bem grandes, grandinhos, redondos na medida certa, na medida entre o suave e o acolhedor, mas com lampejos de fúria, luxúria, paixão e dor. Grandes olhos, cílios retos, retos como sua moral, por vezes aprisionadora - duas correntes prendendo-la pelos pulsos (um pulso já marcado pela intensidade da sua alma, pulsante como o branco das cicatrizes paralelamente paralelas).
Big brown eyes. Escuros, mas não tanto, nem toda dor ou sombra desse mundo poderia lhe apagar totalmente a claridade e luminosidade que brilhavam cintilantes quando os dois globos oculares miravam o sol. O sol era tudo. Pois ainda que ninguém conseguisse ultrapassar a grande barreira que havia entre seus olhos - seu mundo interno - e o mundo todo lá fora - que bela fantasia -, ainda assim, de vez em quando, um pequeno raiozinho de sol conseguia entrar, e quando entrava, ahhh, iluminava tudo, iluminava tanto que a escuridão castanha dava espaço, então, ao marrom mais mel que poderia haver.
E era lindo, o mel.
Big, big, big brown eyes. Intensos, a tudo olhavam - e sentiam - com intensidade. Se há alguém, ou algo, que poderia enxergar todas as matizes das emoções humanas, esse alguém, ou algo, eram esses olhos. Dois olhinhos, poderiam dizer, mas não. Grandes e perversos olhos. Mas apenas olhos, não uma história, não uma vida inteira, apenas uma parte. E que bela parte.
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