O universo sempre foi gentil comigo, enquanto eu mesma não conseguia ser.
O universo me deu flores, me deu amores, enquanto eu mesma não sabia os receber.
Não é que eu não quisesse, ou apenas achasse - como realmente acho - que não fazia por merecer. Era pior que isso. Era indizível, mas também não o era apenas por falta de palavras, era porque as palavras nunca haveriam de ser suficientes para acordar o que estivesse adormecido em inconsciente - coração? -; despertar o que estivesse quase como encravado em minhas entranhas, enraizado mesmo, como uma árvore milenar - só que sem a copa, sem os galhos, sem o verde, só a dor.
E quem poderia fazer algo a respeito? Ninguém. Ninguém a não ser eu mesma. Ninguém a não ser esse próprio coração, que dói, tanto, dói tudo, machuca e corrói e desgasta e se quebra. Se parte em mil pedaços, sem forças para respirar.
O ar dói. O azul do céu dói, o roxo da flor mais linda dói, porque belos, porque naturais, porque natureza, porque vida pura e justificada, ou seja, tudo o que eu não era, o que eu não consegui ser.
Mas tudo bem (não, mas ok). É assim que acontece, vamos levando - eu vou levando -, empurrando com a barriga é como dizem, "amanhã será melhor", afinal. Hahaha, só que não. Amanhã a dor ainda estará aqui, e os sonhos e fantasias e desejos e vontades mais uma vez desmoronarão, por etéreos demais, vagos demais, sustentando-se na base mais fraca que poderia haver: a fantasia de um Eu curado.
(Mas o universo sempre foi gentil comigo, enquanto tudo o que eu queria era poder amar de volta).
O universo me deu flores, me deu amores, enquanto eu mesma não sabia os receber.
Não é que eu não quisesse, ou apenas achasse - como realmente acho - que não fazia por merecer. Era pior que isso. Era indizível, mas também não o era apenas por falta de palavras, era porque as palavras nunca haveriam de ser suficientes para acordar o que estivesse adormecido em inconsciente - coração? -; despertar o que estivesse quase como encravado em minhas entranhas, enraizado mesmo, como uma árvore milenar - só que sem a copa, sem os galhos, sem o verde, só a dor.
E quem poderia fazer algo a respeito? Ninguém. Ninguém a não ser eu mesma. Ninguém a não ser esse próprio coração, que dói, tanto, dói tudo, machuca e corrói e desgasta e se quebra. Se parte em mil pedaços, sem forças para respirar.
O ar dói. O azul do céu dói, o roxo da flor mais linda dói, porque belos, porque naturais, porque natureza, porque vida pura e justificada, ou seja, tudo o que eu não era, o que eu não consegui ser.
Mas tudo bem (não, mas ok). É assim que acontece, vamos levando - eu vou levando -, empurrando com a barriga é como dizem, "amanhã será melhor", afinal. Hahaha, só que não. Amanhã a dor ainda estará aqui, e os sonhos e fantasias e desejos e vontades mais uma vez desmoronarão, por etéreos demais, vagos demais, sustentando-se na base mais fraca que poderia haver: a fantasia de um Eu curado.
(Mas o universo sempre foi gentil comigo, enquanto tudo o que eu queria era poder amar de volta).
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