Há muito tempo que criei uma teoria e agora me deu na telha exteriorizá-la, embora seja muito provável (tenho quase certeza) que alguns autores e filósofos já tenham tido essa mesma idéia anteriormente, digamos há uns 100 anos, assim me roubando a chance de ser alguém importante.
Senão, vejamos. Uma vez me disseram (ou eu vi no Fantástico) long time ago, que o nosso cérebro funciona de maneira semelhante ao computador. Eis que na hora, por algum motivo, essa comparação me impressionou. Mas até então, eu mal sabia ligar um computador e não entendi bulhufas do resto da explicação. E aí com o passar do tempo fui me familiarizando com a máquina e descobri que ela tem memória, softwares e que você pode instalar e deletar arquivos. Pois era o que faltava pra que eu pudesse compreender a comparação e, a partir daí, viajar por horas e horas, indo e vindo com suposições e teorias. (E que belo nariz-de-cera, mal aí!)
À minha teoria eu dei o nome de Sistema Randômico de Comportamento, ou, SRC. Pela minha definição, essa teoria diz que todo ser humano nasce "em branco", tais quais os computadores, em que apenas já se encontram instalados programas básicos que possibilitam o "ligar e desligar" da coisa. Isso se considerando o ser humano como uma máquina muito parecida com o computador (e essa semelhança, eu diria, não é mera coincidência). O que está em branco, então, no homem é a memória, onde se guardam/arquivam resultados de experiências comportamentais, uma vez que pra toda experiência é necessária uma resposta por parte do indivíduo aos estímulos externos, e até internos.
Mas por que reagimos de determinada maneira a determinado estímulo? Por que não reagimos todos de uma mesma maneira a um mesmo estímulo? Lembrando que esta teoria não foi elaborada "no vácuo e sem atrito", eu não desconsidero as condições do meio em que o ser humano nasce, mas falarei delas mais adiante.
Voltando às questões, a resposta para aquelas perguntas é exatamente a aplicação da minha teoria. Acredito que todos nascemos com o mesmo sistema operacional (na verdade, variações como windows, ubuntu, linux, etc. até podem existir, mas não interferem muito no ponto em que quero chegar).
Esse sistema contém todas as informações necessárias para gerar tipos de comportamentos diferentes. No princípio, no momento da "Criação", os seres humanos possuem as mesmas informações, mas com o desenvolver da personalidade, novas informações podem ser armazenadas. O que acontece, então, é que, quando o indivíduo é estimulado pelo meio, essas informações se combinam "por assunto", gerando possíveis reações para aquele estímulo.
Por exemplo, uma criança tem seu pirulito roubado por marmanjões na escola.
Primeiro passo: O sistema processa as informações disponíveis - eu gosto de pirulito, quero comer todo meu pirulito, alguém tirou meu pirulito de mim, mas eu queria mais.
Segundo passo: O sistema cria x possibilidades de reação - a) posso chorar (e essa seria a minha reação) b) posso educadamente pedir meu pirulito de volta c) posso encarar o marmanjo d) todas as anteriores.
Terceiro passo: Depois de tudo devidamente processado, o sistema automaticamente aperta a tecla shuffle e há! A reação é sorteada.
O SRC determina todas as nossas reações de forma aleatória, e essas reações são repetidas cada vez que sentimos o mesmo estímulo. O meio em que o ser humano vive não influencia na escolha da reação. Sua influência limita-se ao primeiro passo do processo, gerando novas informações resultantes de experiências que variam de indivíduo pra indivíduo.
O que quero dizer com esta teoria é que o ser humano não é de todo um ser livre. E quando falei dos filósofos que poderiam ter tido essa mesma idéia, era a esse ponto que eu me referia. Nosso comportamento é condicionado, sim, por fatores externos, mas não somos nós, conscientemente, que determinamos nossas atitudes. Mas claro, isso é apenas uma teoria baseada em comparações pedagógicas sem qualquer fundo científico. Na real, só imaginei tudo isso para o seguinte: livrar-me de toda a culpa de ser assim como sou.
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Senão, vejamos. Uma vez me disseram (ou eu vi no Fantástico) long time ago, que o nosso cérebro funciona de maneira semelhante ao computador. Eis que na hora, por algum motivo, essa comparação me impressionou. Mas até então, eu mal sabia ligar um computador e não entendi bulhufas do resto da explicação. E aí com o passar do tempo fui me familiarizando com a máquina e descobri que ela tem memória, softwares e que você pode instalar e deletar arquivos. Pois era o que faltava pra que eu pudesse compreender a comparação e, a partir daí, viajar por horas e horas, indo e vindo com suposições e teorias. (E que belo nariz-de-cera, mal aí!)
À minha teoria eu dei o nome de Sistema Randômico de Comportamento, ou, SRC. Pela minha definição, essa teoria diz que todo ser humano nasce "em branco", tais quais os computadores, em que apenas já se encontram instalados programas básicos que possibilitam o "ligar e desligar" da coisa. Isso se considerando o ser humano como uma máquina muito parecida com o computador (e essa semelhança, eu diria, não é mera coincidência). O que está em branco, então, no homem é a memória, onde se guardam/arquivam resultados de experiências comportamentais, uma vez que pra toda experiência é necessária uma resposta por parte do indivíduo aos estímulos externos, e até internos.
Mas por que reagimos de determinada maneira a determinado estímulo? Por que não reagimos todos de uma mesma maneira a um mesmo estímulo? Lembrando que esta teoria não foi elaborada "no vácuo e sem atrito", eu não desconsidero as condições do meio em que o ser humano nasce, mas falarei delas mais adiante.
Voltando às questões, a resposta para aquelas perguntas é exatamente a aplicação da minha teoria. Acredito que todos nascemos com o mesmo sistema operacional (na verdade, variações como windows, ubuntu, linux, etc. até podem existir, mas não interferem muito no ponto em que quero chegar).
Esse sistema contém todas as informações necessárias para gerar tipos de comportamentos diferentes. No princípio, no momento da "Criação", os seres humanos possuem as mesmas informações, mas com o desenvolver da personalidade, novas informações podem ser armazenadas. O que acontece, então, é que, quando o indivíduo é estimulado pelo meio, essas informações se combinam "por assunto", gerando possíveis reações para aquele estímulo.
Por exemplo, uma criança tem seu pirulito roubado por marmanjões na escola.
Primeiro passo: O sistema processa as informações disponíveis - eu gosto de pirulito, quero comer todo meu pirulito, alguém tirou meu pirulito de mim, mas eu queria mais.
Segundo passo: O sistema cria x possibilidades de reação - a) posso chorar (e essa seria a minha reação) b) posso educadamente pedir meu pirulito de volta c) posso encarar o marmanjo d) todas as anteriores.
Terceiro passo: Depois de tudo devidamente processado, o sistema automaticamente aperta a tecla shuffle e há! A reação é sorteada.
O SRC determina todas as nossas reações de forma aleatória, e essas reações são repetidas cada vez que sentimos o mesmo estímulo. O meio em que o ser humano vive não influencia na escolha da reação. Sua influência limita-se ao primeiro passo do processo, gerando novas informações resultantes de experiências que variam de indivíduo pra indivíduo.
O que quero dizer com esta teoria é que o ser humano não é de todo um ser livre. E quando falei dos filósofos que poderiam ter tido essa mesma idéia, era a esse ponto que eu me referia. Nosso comportamento é condicionado, sim, por fatores externos, mas não somos nós, conscientemente, que determinamos nossas atitudes. Mas claro, isso é apenas uma teoria baseada em comparações pedagógicas sem qualquer fundo científico. Na real, só imaginei tudo isso para o seguinte: livrar-me de toda a culpa de ser assim como sou.
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